Juntos somos mais fortes - construindo a rede de Catadores de Recicláveis
2017-2018
O fechamento dos lixões de norte a sul do país em atendimento à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, 2010) trouxe à tona um conjunto de reflexões, dentre elas, o crescimento da geração de “lixo” e o debate sobre o processo de trabalho dos catadores (de rua e de lixão), principais sujeitos do processo de reciclagem, porém, historicamente, submetidos às relações de superexploração pela rica cadeia da reciclagem.
Sabe-se que o Brasil ainda apresenta taxas muito tímidas com relação à reciclagem dos resíduos e à Coleta Seletiva, traduzindo os desafios relativos à implementação da PNRS em todo o território nacional. Em Campos dos Goytacazes, o fechamento do lixão depois de quase 25 anos de existência também provocou manifestações, sobretudo, por parte dos catadores que trabalhavam na catação de recicláveis.
Sem criticar a nova legislação, os catadores questionaram o fechamento lixão percebido, por eles, como um ato autoritário e injusto, trazendo à tona a necessidade de um debate público sobre o processo de tratamento dos resíduos que assegure a participação de todos os segmentos sociais, principalmente, daqueles mais vulneráveis – os catadores.
Tendo como referência a PNRS (2010) e o papel atribuído por ela aos catadores o projeto de extensão em tela pretende contribuir com ações que visem ao fortalecimento e consolidação das cooperativas de catadores, em especial, no que se refere à discussão e formação de valores e princípios da autogestão coletiva e à criação de um rede de cooperativas voltada para a comercialização em rede.